terça-feira, 19 de junho de 2012

Egypt's Mubarak Reported in Serious Condition


Mubarak do Egito, relatado em estado grave

Nesta imagem de vídeo retirado de televisão estatal egípcia, de 84 anos, ex-presidente egípcio Hosni Mubarak é visto em gaiola do réu como um juiz lê a sentença em sob a acusação de cumplicidade no assassinato de manifestantes durante a revolta do ano passado

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TAMANHO DO TEXTO
Elizabeth Arrott

19 de junho de 2012
CAIRO - mídia egípcia estão relatando outra crise grave de saúde para o ex-presidente egípcio, Hosni Mubarak. A notícia vem poucas semanas depois de Mubarak foi condenado à prisão perpétua por seu papel no assassinato de manifestantes que ajudaram a derrubá-lo.

Mubarak foi transferido da prisão do Cairo Torá terça-feira para um hospital militar. Há relatos conflitantes sobre sua condição, variando de estar inconsciente, de ser estável, mas em estado grave, para estar em suporte de vida. Mídia do Egito Estado informou que Mubarak havia sido declarado clinicamente morto. Mas fontes de segurança disse mais tarde que ele não estava.

Família de Mubarak e os médicos vêm tentando há semanas para que ele retornou ao hospital militar onde ele estava hospedado antes de sua sentença no início deste mês. Aqueles perto do líder de 84 anos, ex-dizem que ele tenazmente se opuseram a ser confinado à prisão.

Os últimos relatórios sobre a saúde de Mubarak veio como dezenas de milhares de manifestantes se reuniram na praça Tahrir, no centro das manifestações do ano passado que trouxe presidência de Mubarak 29 anos para um fim.

A última rodada de manifestações visam o conselho governante militar que sucedeu Mubarak.

Na semana passada, o Conselho Supremo das Forças Armadas supervisionou a dissolução judicial do parlamento, aspectos reintrodução da lei marcial, e tomou para si legislativo e alguns poderes executivos, ao mesmo tempo que prometeu entregar o poder a um civil recém-eleito presidente.

Quem será que o presidente ainda está para ser anunciado. Tanto a Irmandade Muçulmana, Mohammed Morsi e última Mubarak primeiro-ministro Ahmed Shafiq estão reivindicando a vitória, somando-se as tensões.

No bairro do Cairo sul, onde Mubarak foi hospitalizado, buzinas soaram e fogos de artifício iluminaram o céu na noite de terça-feira. Mas o ex-líder ainda tem simpatizantes, que lembram uma era de maior segurança e estabilidade quando Mubarak estava no poder.
“Todos os homens são intelectuais, mas nem todos os homens desempenham na sociedade a função de intelectuais” Gramsci
acorda Guiné
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terça-feira, 12 de junho de 2012

Parlamento Europeu condena papel da CEDEAO na crise da Guiné-Bissau

Parlamento Europeu

Guiné-Bissau

Parlamento Europeu condena papel da CEDEAO na crise da Guiné-Bissau

O Parlamento Europeu irá, esta quarta-feira (13.06) aprovar uma resolução sobre a situação política na Guiné-Bissau. O Eurodeputado português Paulo Rangel, um dos autores do documento, mostrou-se crítico da CEDEAO.
A resolução vai pedir a reposição imediata da ordem constitucional e a conclusão do processo eleitoral guineense, interrompido com o golpe de Estado de 12 de abril. Os eurodeputados apelam ao respeito pela integridade física de todos os funcionários públicos e cidadãos sob alçada dos militares autores do golpe.
O eurodeputado Paulo Rangel, um dos autores do documento, reconhece que a resolução do Parlamento Europeu não chega para solucionar o problema, mas constitui um passo porque legitima um mandato para outras ações.

DW África: O que é que se pode esperar desta tomada de posição formal do Parlamento Europeu?

Paulo Rangel (PR):
O que se pode esperar, no fundo, é uma coerência total entre as instituições internacionais quanto à atual situação de ilegitimidade política que se vive na Guiné-Bissau.
Eurodeputados exigem o restabelecimento da ordem constitucional na Guiné-BissauEurodeputados exigem o restabelecimento da ordem constitucional na Guiné-Bissau
Nós já sabíamos que a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), a Organização das Nações Unidas (ONU) e a própria União Europeia (UE), através da Comissão, tinham tido um papel muito importante na definição de uma situação de ilegalidade, uma espécie de golpe de Estado constitucional que interrompeu um processo eleitoral e interrompeu uma trajetória, que foi uma trajetória extraordinária de recuperação a que assistimos, no último ano e meio, na Guiné-Bissau. Quer o trabalho político quer o trabalho de desenvolvimento económico e social foram interrompidos. E portanto, há que denunciar isto.
Por outro lado, há aqui um aspecto que também é muito importante, que é o de condenar, criticar o papel que a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) tem tido aqui. Para além deste convite a que a CEDEAO possa, ela própria, ter um papel de restauração da legalidade democrática, porque tem sido, apesar de tudo, um pouco complacente com a situação), é fundamental restaurar do apoio humanitário e do apoio ao desenvolvimento à Guiné-Bissau.
Devemos fazer uma grande pressão internacional para repor a legilimidade, para que este golpe de Estado seja, no fundo, afastado e para que os candidatos que estavam a concorrer à presidência e o primeiro-ministro e Presidente interinos voltem, de novo, ao território da Guiné e à governação. Mas isso não deve interferir com a capacidade de ajuda e de apoio à população porque a população está a sofrer imenso.

O eurodeputado Paulo Rangel, no apoio do Partido Social Democrata durante a campanha eleitoral das eleições legislativas de 2009O eurodeputado Paulo Rangel, no apoio do Partido Social Democrata durante a campanha eleitoral das eleições legislativas de 2009
DW África: Referiu a uma coerência total, mas há uma disparidade de avaliações nomeadamente entre a CEDEAO e outros parceiros como a CPLP, a ONU ou a União Africana (UA). Será suficiente fazer-se o convite à CEDEAO para que não legitime um governo e as autoridades que sairam de um golpe de Estado ou será preciso fazer mais?
PR: A adoção pura e simples de resoluções internacionais é sempre essencial para dar um quadro legal de atuação às instituições. Ou seja, é importante que o Conselho de Segurança da ONU, que a UA, que a CPLP, que a UE tomem decisões e que as tomem por escrito sob a forma de resolução para terem, no fundo, um mandato para atuar. Mas depois não podem as consciências ficar descansadas com a aprovação da resolução. O que vamos fazer a 13 de junho, é apenas um primeiro passo. É fundamental que os países da CPLP, nomeadamente Portugal, Angola e o Brasil tenham um papel de pressão sobre os países da África Ocidental. Assim como a UE e o próprio Conselho de Segurança da ONU, designadamente através de alguns dos seus membros mais relevantes (como os Estados Unidos e a China que tem hoje um papel relativamente importante em alguns países africanos) possam usar os seus bons ofícios e a sua capacidade de pressão e de influência internacional para levar a CEDEAO a mudar o seu caminho. Isso é essencial.
Carlos Gomes Júnior foi o candidato mais votado da primeira volta das eleições presidenciais, que foram interrompidas antes do segundo turno pelo golpe de Estado
Não basta haver resoluções. Mas sem resolução também não há mandato para as instituições atuarem. E, portanto, a resolução é extremamente importante no sentido da definição de uma posição da comunidade internacional.
DW África: E ao nível bilateral, o que é que pode um país como Portugal fazer para ajudar a Guiné-Bissau a sair deste impasse?
PR: Eu creio que, particamente, aqui há dois países que têm uma posição ímpar: Portugal e Angola, porque Angola tinha a Missang, que estava com uma missão de assistência técnico-militar [na Guiné-Bissau], com um papel muito relevante. Aliás um papel que se refletia neste progresso, porque o que aqui é verdadeiramente extraordinário é que a Guiné-Bissaau, para além de estar a desenvolver um quadro democrático, pela primeira vez estava, de fato, com índices económicos e sociais em melhoria absolutamente visível. E este processo, com certeza com este golpe, vai ficar parado. E isso é que é trágico neste contexto.

O Parlamento Europeu pretende que o processo eleitoral guineense seja concluido
Penso que Portugal e Angola têm um papel muito importante. Mas é fundamental que estes dois países não apenas atuem sobre os atuais dirigentes da Guiné-Bissau mas os dirigentes que estão, neste momento, de fato, com o poder nas mãos, mas sobre os países da África Ocidental, países que têm um papel relevante, como o Senegal, Gâmbia, Nigéria e outros como a Guiné Conacri ou a Guiné-Equatorial. Nós podíamos, de fato, ter aqui um conjunto de parceiros sobre os quais devíamos atuar diretamente. Portanto, disso não há dúvida.
Julgo que, apesar de tudo, o papel de Portugal, por um lado, pode ser muito facilitado se tiver esta cobertura da UE. E por isso nos empenhamos tanto em que não só a Comissão mas também o Parlamento Europeu tivesse uma posição claríssima sobre este assunto, porque é evidente que um país como Portugal terá uma capacidade de pressão maior sobre os países da África Ocidental, que têm uma palavra a dizer nesta questão, se vier com a cobertura, a legitimidade da União Europeia.
O novo governo interino da Guiné-Bissau colhe o apoio da CEDEAO mas é contestado por outras organizações internacionais como a CPLP e a ONU
E o mesmo vale para Angola, no que diz respeito à União Africana. Então, no fundo, são uma espécie de catalizadores destes esforços.
Mas a situação é extremamente complexa, há que reconhecê-lo, por isso é que existe também este último considerando da resolução que é extremamente importante (e sobre o qual eu tenho insistido a propósito de outros casos de emergência humanitária). Mesmo quando há uma situação política extremamente adversa e que merece ser verdadeiramente censurada e até boicotada, nós não devemos suspender a ajuda humanitária nem a ajuda direta às populações, porque esses cortes não contribuem, de maneira nenhuma, para facilitar a situação, no próprio terreno político. E portanto, não deve ser a população que deve ser refém deste tipo de golpismo e de instabilidade política. E por isso, o trabalho humanitário e de desenvolvimento deve continuar, mesmo neste quadro político irregular.

Autora: Helena Ferro de Gouveia
Edição: Glória Sousa / António Rocha

segunda-feira, 11 de junho de 2012



Militares guineenses detidos na Guiné-Conakry

Bissau - Um grupo de militares da Guiné-Bissau encontra detido desde o fim de Maio, na vizinha República da Guiné-Conakry.
Trata-se de três efectivos, pertencentes ao recém-criado Comando Geral de Guarda Nacional, no âmbito da reforma que estava em curso no sector de segurança guineense.

A informação foi avançada por uma fonte próxima do Comando da Guarda Nacional, sob anonimato.

De acordo com a mesma fonte, no dia 21 de Maio, uma equipa de fiscalização do Posto Avançado de Cacine, região de Tombali, junto da fronteira com a Guine-Conakry, efectuou uma missão de fiscalização com base em informações de existência de barcos de pesca a operarem de forma ilegal nas águas territoriais da Guiné-Bissau.

A operação resultou na apreensão de seis pirogas em situação ilegal, não tendo sido encontrado nenhum barco no terreno em actividade de pesca não autorizadas.

No final desta operação, conforme revelou ainda a nossa fonte, os tripulantes destas canoas debateram-se com o mau tempo e algumas embarcações foram parar a águas territoriais da Guine-Conakry.

«Depois da busca, fomos informados de que os três militares da Guarda Nacional, nomeadamente Gabriel António Correia e Degol Manga, ficaram em Kamsar, Tomas Camará no Porto de Cachek, ambas localidades da República da Guine-Conakry», revelou.

Perante esta situação, o Comando Geral da Guarda Nacional fez deslocar uma delegação composta pelo Segundo Comandante do Comando Operacional e pelo Comandante da Brigada Costeira, na qual integravam ainda elementos da Marinha Nacional, que mantiveram encontros com as autoridades militares da Guiné-Conakry sem que, no entanto, houvesse algum resultado positivo quanto à obtenção da libertação para os militares presos em Kamsar.

Os detidos já foram acusados, pelas autoridades da Guiné-Conakry, de posse de armas de fogo, num total de três armas de tipo AKM.
A fonte do Comando da Guarda Nacional confirmou a existência de um negócio mal finalizado com um dos detidos, Gabriel António Correia, relativamente à emissão de licenças de pesca pela parte nacional, com um responsável da polícia da Guine-Conakry em Kamsar, através de uma empresa de pesca denominada «Wawa».

O NG apurou ainda que Gabriel António Correia havia desempenhado as funções de Delegado da Capitania dos Portos em Cacine tendo sido, nos últimos tempos, substituído. Contudo, continuava a exercer as mesmas funções, emitindo licenças de pesca ilegais.

Os valores destas licenças eram recebidos pelo Tenente-Coronel Azeque da Guine-Conakry, através de proprietários das pirogas, que nunca chegou de entregar o dinheiro a Gabriel António Correia, conforme havia combinado. O valor estima-se em cerca de três milhões de F.cfa.

Contactada uma fonte do Ministério do Interior guineense, a instituição titular do Comando Geral de Guarda Nacional, informou que o Governo de Transição já comunicou ao seu ministro dos Negócios Estrangeiro para tratar do assunto via diplomática entre os dois países.

Sem Vergonha na Cara

Segunda-feira, 11 de Junho de 2012

“Os fantasmas do General” António Indjai acusa Angola de financiar contra-golpe na Guiné-Bissau

Bissau - António Indjai acusou o Governo angolano de poder estar a financiar uma acção de contragolpe na Guiné-Bissau.
O Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas falou na cerimónia de encerramento do encontro que manteve na passada quarta-feira, 6 de Junho, com os antigos combatentes da liberdade da pátria, a seu pedido.

António Indjai adiantou ter informações sobre a entrada deste dinheiro mas não especificou a quantia em causa.

De acordo com responsável das Forças Armadas, esta quantia teria sido recebida por alguns elementos de antigos combatentes para desencadear uma acção de contra-golpe. António Indjai ameaçou, na altura, denunciar publicamente os nomes destes antigos combatentes.

«Angola não desistiu. Recentemente, este país enviou dinheiro para desestabilizar a Guiné-Bissau mas estamos atentos. Soubemos isso através de algumas pessoas entre nós aqui presentes, que receberam este dinheiro», confirmou António Indjai.

Durante a sua intervenção, admitiu por várias vezes que não teme a sua morte, garantindo que, com o seu desaparecimento físico, iria nascer um outro António Indjai.

Seguiram-se insultos ao Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, na reunião, com a maioria dos intervenientes a reclamarem ser do PAIGC e quererem regressar ao partido, mas com Carlos Gomes Júnior fora da direcção.

O encontro, que teve lugar na sede da Assembleia Nacional Popular, serviu para o autor de dois golpes bem-sucedidos nos últimos anos, lançar palavras de insultos aos dirigentes do PAIGC, com particular destaque para Manuel Saturnino Costa que, segundo ele, terá insultado antigos combatentes.
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Guiné-Bissau volta a ser avaliada pela CPLP

A CPLP e a União Europeia (UE) voltam a debater este mês a crise político-militar na Guiné-Bissau, que vive, até agora, fechada em si mesmo, por a junta militar recusar restituir o poder às instituições democráticas, derrubadas na sequência do golpe de Estado de 12 Abril.

A Guiné-Bissau observa neste momento um período de transição de um ano imposto pelos golpistas com o consentimento da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), que colocou no país um contingente de cerca de 600 homens, entre militares e polícias.

A CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), que condenou o golpe de Estado e não reconheceu até agora os novos dirigentes do país, reúne-se no próximo dia 20 deste mês em Maputo, capital de Moçambique, numa cimeira destinada a avaliar, principalmente, o pedido de adesão da Guiné-Equatorial à organização. O governo de Maputo também vai informar os demais membros que decidiu adoptar o acordo ortográfico da língua portuguesa.

O ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, admite que a situação da Guiné-Bissau é complexa. “A CPLP não reconhece as autoridades que emergiram do golpe, mas também o governo deposto está fora do país, e é preciso analisar tudo isto”, explicou o ministro moçambicano.

O contingente da CEDEAO na Guiné-Bissau tem militares e polícias da Nigéria, Burkina Faso e Senegal. Essas forças, além de auxiliarem os golpistas a instaurar um governo de transição, também têm a missão de supervisionar a retirada das forças angolanas da Missang destacadas naquele país, no cumprimento de um acordo com o governo deposto para reformar a Defesa e Segurança.